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Vício em Video Game

Vídeo game é uma distração muito popular no mundo inteiro. Há jogadores de várias idades e jogos para todos os gostos. Mas quando o ato de jogar passa a ter características de compulsividade, então pode ser que haja um problema a ser tratado.

No ano de 2022 a OMS – Organização Mundial de Saúde reconheceu o vício em games como uma doença. E isso é importante para que os profissionais de saúde possam ter critérios para reconhecer, fazer o correto diagnóstico e encaminhar para o devido tratamento.

Mas o reconhecimento da OMS não significa que os games são maléficos, de forma alguma. A imensa maioria dos jogadores tem no jogo uma distração que gera relaxamento, interações com outras pessoas e até estímulos para nossa inteligência. O problema é quando o ato de jogar gera um comportamento compulsivo que interfere na rotina da pessoa. Um jogador compulsivo passa a ter uma droga de vida, pois suas prioridades estão diretamente ligadas ao ato de jogar e, com isso, pode-se chegar ao extremo da pessoa deixar de se alimentar corretamente, deixar de tomar banho, faltar na escola ou trabalho, perder o interesse em outras atividades e, até mesmo, deixar de ir ao banheiro para fazer suas necessidades fisiológicas só para não parar com o jogo por alguns minutos.

O comportamento compulsivo observado nos viciados em games não é diferente do comportamento de outras compulsões, como por exemplo, jogos de azar, smartphone, compras e até drogas ilícitas. E esse fato ressalta que o mais importante não é exatamente qual o tipo de vício que a pessoa tem e sim, as motivações que fazem a pessoa encontrar nesses recursos um momento de paz, alívio ou fuga da realidade. Todo tratamento de compulsões não pode ignorar que essas lacunas dentro das pessoas compulsivas devem ser descobertas e tratadas da melhor forma possível, caso não, é muito comum que a pessoa apenas troque um vício pelo outro.

É inegável que a tecnologia revolucionou o mundo em todos os aspectos. E isso atinge (de alguma forma) todas as pessoas do globo terrestre. Porém, junto com as benesses da tecnologia advêm inúmeros problemas gerados pela imposição de um novo e acelerado ritmo de vida. E, por óbvio, como a tecnologia não irá regredir devemos (também de forma acelerada) buscar recursos para mantermos o equilíbrio físico e mental. E a decisão da OMS em reconhecer o vício em games como doença ajuda a termos um olhar mais atento e diferenciado para identificarmos essa situação e evitarmos prejuízos físicos, sociais e mentais nas pessoas, principalmente nos mais jovens, que são o grande público alvo da grande indústria do game no mundo.

Caso você se identifique com características compulsivas por games, ou então, as reconheça em alguém, procure observar, anotar a rotina, as perdas (se houverem) e procurar um profissional de saúde para tirar suas dúvidas.

O conteúdo desse texto é formado pelos conceitos do autor e quando houver a utilização de uma fonte específica, a mesma será devidamente revelada.

Fonte: https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/imprensa/noticias/oms-classifica-vicio-em-jogos-eletronicos-como-doenca-confira-sobre-o-assunto-na-reportagem-da-revista-leve/